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COVID-19 e o papel impresso – Baixo risco de transmissão

Na conferência de imprensa de dia 8 de junho, a Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, abordou em concreto a questão da transmissibilidade do coronavírus no suporte papel, referindo que “o risco da transmissão do vírus [da covid-19] através do papel é muito pequeno”.

Questionada pelo Diário das Beiras sobre os receios de cafés e outros estabelecimentos relacionados com a disponibilização de jornais e revistas aos clientes, Graça Freitas afastou o perigo de contaminação do papel.
Pode ler-se no artigo publicado:
“O risco é, de facto, baixo. Devemos continuar a ler, a utilizar o suporte papel”, frisou, apelando diretamente a cafés e outros estabelecimentos e instituições para “continuarem” a assinar a imprensa, nomeadamente a regional.
“Podemos continuar a ir às livrarias comprar livros, podemos continuar a ir às bibliotecas, podemos continuar a ler jornais ou revistas” em casa ou nos cafés ou noutros estabelecimentos, assegurou.
A diretora-geral sublinhou apenas que “cabe aos utilizadores terem algum cuidado no manuseamento” de jornais e revistas e cumprirem as “regras de higiene que deviam ter sempre, com covid ou sem covid”.
Há cerca de um mês, a API – Associação Portuguesa de Imprensa lançou uma campanha pública de combate às fake news nesta matéria. “Não deixe que lhe tapem os olhos. Os jornais e revistas não transmitem o vírus. Combatem o vírus da desinformação” são os três conceitos-chave.
A campanha visa responder à profusão de notícias falsas sobre a transmissão do novo coronavírus através do papel. Na altura, a API citou o porta-voz da Organização Mundial da Saúde, Fadela Chaib, que confirmou a não existência de provas de que o novo coronavírus seja transmitido através de publicações impressas, bem como a de que o dinheiro, em notas ou moedas, seja um veículo de transmissão.”

Esta referência da Diretora-Geral de Saúde vem, aliás, na senda do que já a OMS e outros institutos científicos de renome internacional já tinham corroborado.

No website do TwoSides pode ler-se:

“Pesquisas e orientações das principais organizações de saúde do mundo, incluindo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Journal of Hospital Infection e o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, sugerem que o risco relacionado com a transmissão da Covid-19 de superfícies é relativamente baixo . De acordo com a Organização Mundial de Saúde, “a probabilidade de uma pessoa infectada contaminar mercadorias comerciais é baixa e o risco de contrair o vírus que causa a COVID-19 a partir de uma embalagem que foi manejada, transportada e exposta a diferentes condições e temperaturas, também é baixo”.

A pesquisa científica mais referenciada sobre a taxa de superfície da infecção é a dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH), Centros de Controlo de Doenças (CDC), UCLA e Universidade de Princeton, que estudaram a estabilidade do coronavírus em diferentes superfícies. Este estudo evidenciou que, entre o plástico, o aço inoxidável e o cartão, o vírus dura mais tempo no plástico (até 72 horas) e o mais curto no cartão (até 24 horas). Este tempo é reduzido quando a superfície é exposta ao ar, com o vírus a tornar-se cada vez menos potente, quanto mais exposto. O processo de impressão também diminui a potência de qualquer vírus.

“Os jornais são bastante estéreis devido à maneira como são impressos e ao processo pelo qual passaram”, diz George Lomonossoff, virologista do John Innes Centre no Reino Unido. “(…) Toda a tinta e impressão as tornam bastante estéreis. As chances de [ser infectado] são infinitesimais.”

Fonte: Apigraf